sempre...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

foi então que fechei a porta, ou melhor, uma parte de mim fechou a porta, porque a outra parte ficou presa entre as espessas camadas de madeira que formam a porta. Acho que é sempre assim, fica-se um pouco em cada porta que se fecha... e em cada esquina que se vira e em cada mão que insinua um adeus. E é sempre esse ficar em folhas de madeira, esquinas e pessoas que se vão... é sempre esse ficar. Até sobrar apenas essa colcha de retalhos multi-colorida, essa que chamamos de "lembrança", que não serve pra aquecer..., muito pelo contrário. Bem..., mas tudo isso é bobagem, o que eu quero mesmo dizer é que foi então que fechei a porta e coloquei-me numa de andar sem rumo.

2 comentários:

Renato disse...

Esta é a vida meu amigo, adorei a analogia e vc tem toda razão a cada porta que se fecha um pedaço de nós vai ficando preso ali até não se ter mais força para abrir outra porta.


Ah! este blog já tá iluminando meu canto

Sr. Mágico disse...

""Concordo.."